Nessa segunda fase de nossa colaboração, Parteum homenageia sua mãe dona Beth, que teria completado mais um ano de vida ontem, e foi uma das responsáveis por ele ser quem ele é hoje. Além do shape, Parteum preparou uma mixtape que foi produzida exclusivamente para celebrar nossa parceria e uma entrevista que você pode conferir logo abaixo:
Dica: Leia a entrevista enquanto você escuta a mixtape

 
Com Quantos anos você teve o primeiro contato com o skate?
Aos 11 anos, na frente da escola. Dois irmãos da 8ª série andavam, um deles conhecia o Césinha Lost. Se me lembro bem, meu primeiro impulso, ali na parte de cima do Museu do Ipiranga, foi num skate do Césinha.
A galera na sua área já tinha aderido a idéia, ou pessoal praticava outras atividades?
Tanto na escola quanto na vila, a rapaziada estava comprando skates de uma fábrica chamada Yellow Guide, no Ipiranga. Tinha amigos da vila que estavam aos poucos deixando de jogar futebol, pegando Madeirit das construções do bairro pra fazer rampas… era um tempo mágico.
Desses amigos quantos continuaram na missão Skateboard?
Da minha rua, só eu me profissionalizei. Outros dois amigos andavam muito bem: O Japa (Fernando), que hoje reside no Japão e o Fabiano, que já se foi. 
A música faz parte da sua vida há quanto tempo? Como surgiu o interesse por ela?
Desde pequeno. Meus pais sempre tiveram uma boa relação com as artes. Meu pai nos fazia ouvir modas de viola, Tião Carreiro e Pardinho, Trio Parada Dura… Canções que me ajudaram a manter viva a memória do interior, das raízes da família. Minha mãe era mais ligada aos sons da Motown, Stevie Wonder, Marvin Gaye… e dos mestres daqui, também: Elis Regina, Milton Nascimento, Emílio Santiago, Djavan… Eu ainda viajo quando lembro das minhas primeiras aulas de música, aos 07 anos. Música em casa sempre foi importante, fazia parte do clima da casa.  
Se você não tivesse seguido nada disso, nem música nem skate, o que você estaria fazendo?
Provavelmente, teria dado um jeito de estar perto das artes. Estudei Publicidade e um pouco de Design… Eu daria um jeito de estar perto disso. 
E seu pai? A reação dele quanto ao skate era positiva igual a da sua mãe ou ele era contra?
Nenhum deles foi contra, mas preciso dizer que o skate me colocou em posição de saber quem eu era cedo. A maioria dos adolescentes não sabe bem o que quer aos 13, 14 anos. O skate me deu essa vantagem. A partir disso, meus pais tiveram que se acostumar com a velocidade que as coisas aconteciam na minha vida. Simulado do cursinho duas horas antes da eliminatória de um campeonato lá no extremo leste de São Paulo… Semanas fora de casa, perdendo aula, andando de skate na Califórnia… Eu já aprontei algumas. Seu Toninho e Dona Beth foram extremamente cordiais comigo. Amo meus pais. 
“Skate Or Die” Fábio Luiz, essa frase é muito falada por pessoas de diversas gerações do skate, mas pra você qual é o real significado?
Foi isso que a minha mãe disse quando eu recebi a notícia da reprovação na 7ª série… Eu não sabia onde me esconder, nem o que falar. Incrivelmente, o castigo tinha mais a ver com a responsabilidade de não cometer o mesmo erro (bombar de ano) do que com alguma ameaça e/ou proibição ligada ao skate. Minha mãe era muito perspicaz conosco. Meu irmão, minha irmã e eu tivemos muita sorte de ter vindo pra esse planeta sob a tutela da Dona Beth (e do Seu Toninho).
Muitas mães e pais não apoiam que seus filhos andem ou se relacionem com o skate, qual mensagem você deixaria para os jovens que sofrem com essa situação?
O maior presente que os pais podem dar aos filhos é esse suporte incondicional para que o filho se sinta bem com as decisões que toma, descubra seus limites e esteja confortável com a verdade de sua existência. Meus pais nunca disseram o que eu poderia ou não fazer baseado na cor da minha pele, meu nível social, meu sobrenome, meu endereço… A gente está aqui pra ser feliz. Eu aprendi isso com eles.
Quando a minha filha nasceu, meu pai perguntou como seria se ela trancasse a matrícula na faculdade e fosse morar nos EUA, aos 19 anos. Eu sorri e disse que, provavelmente, por bom senso, teria que fazer a mesma coisa que ele fez. 
Bombar de ano sempre é muito árduo, só quem passou por isso sabe o quão frustrante é ver seus amigos indo pra frente e você ficando pra trás. Você se manteve amigo da rapaziada que passou de ano, ou foi inevitável o distanciamento?
Acabei me distanciando. Só um dos amigos da classe, Guido, manteve contato. 
De qual forma você enxerga essa fase da sua vida que rolou esse perrengue escolar?
Acho que foi o ano da minha adolescência em que mais cresci.
Junto com esse projeto você soltou uma MixTape, ela foi especialmente gravada para esse projeto ou você pegou algumas coisas que você já tinha no esquema para soltar?
Só duas faixas foram gravadas para o projeto. As outras faixas são raridades que encontrei num HD de backup, versões não lançadas de músicas de Magus Operandi e A Autoridade da Razão.

Lei da rua? Qual a principal delas?
Preste atenção no que os olhos das pessoas falam. 
“Sublime como a dor de envelhecer” Explica pra gente essa frase, queríamos saber sua visão.
Você sabe que está indo embora, mas não pensa muito no assunto. 
Deixe uma mensagem para o mundo:
Honrar pai e mãe!

 

Nessa segunda fase de nossa colaboração, Parteum homenageia sua mãe dona Beth, que teria completado mais um ano de vida ontem, e foi uma das responsáveis por ele ser quem ele é hoje. Além do shape, Parteum preparou uma mixtape que foi produzida exclusivamente para celebrar nossa parceria e uma entrevista que você pode conferir logo abaixo:

Dica: Leia a entrevista enquanto você escuta a mixtape

 

Com Quantos anos você teve o primeiro contato com o skate?

Aos 11 anos, na frente da escola. Dois irmãos da 8ª série andavam, um deles conhecia o Césinha Lost. Se me lembro bem, meu primeiro impulso, ali na parte de cima do Museu do Ipiranga, foi num skate do Césinha.

A galera na sua área já tinha aderido a idéia, ou pessoal praticava outras atividades?

Tanto na escola quanto na vila, a rapaziada estava comprando skates de uma fábrica chamada Yellow Guide, no Ipiranga. Tinha amigos da vila que estavam aos poucos deixando de jogar futebol, pegando Madeirit das construções do bairro pra fazer rampas… era um tempo mágico.

Desses amigos quantos continuaram na missão Skateboard?

Da minha rua, só eu me profissionalizei. Outros dois amigos andavam muito bem: O Japa (Fernando), que hoje reside no Japão e o Fabiano, que já se foi.

A música faz parte da sua vida há quanto tempo? Como surgiu o interesse por ela?

Desde pequeno. Meus pais sempre tiveram uma boa relação com as artes. Meu pai nos fazia ouvir modas de viola, Tião Carreiro e Pardinho, Trio Parada Dura… Canções que me ajudaram a manter viva a memória do interior, das raízes da família. Minha mãe era mais ligada aos sons da Motown, Stevie Wonder, Marvin Gaye… e dos mestres daqui, também: Elis Regina, Milton Nascimento, Emílio Santiago, Djavan… Eu ainda viajo quando lembro das minhas primeiras aulas de música, aos 07 anos. Música em casa sempre foi importante, fazia parte do clima da casa. 

Se você não tivesse seguido nada disso, nem música nem skate, o que você estaria fazendo?

Provavelmente, teria dado um jeito de estar perto das artes. Estudei Publicidade e um pouco de Design… Eu daria um jeito de estar perto disso.

E seu pai? A reação dele quanto ao skate era positiva igual a da sua mãe ou ele era contra?

Nenhum deles foi contra, mas preciso dizer que o skate me colocou em posição de saber quem eu era cedo. A maioria dos adolescentes não sabe bem o que quer aos 13, 14 anos. O skate me deu essa vantagem. A partir disso, meus pais tiveram que se acostumar com a velocidade que as coisas aconteciam na minha vida. Simulado do cursinho duas horas antes da eliminatória de um campeonato lá no extremo leste de São Paulo… Semanas fora de casa, perdendo aula, andando de skate na Califórnia… Eu já aprontei algumas. Seu Toninho e Dona Beth foram extremamente cordiais comigo. Amo meus pais.

“Skate Or Die Fábio Luiz, essa frase é muito falada por pessoas de diversas gerações do skate, mas pra você qual é o real significado?

Foi isso que a minha mãe disse quando eu recebi a notícia da reprovação na 7ª série… Eu não sabia onde me esconder, nem o que falar. Incrivelmente, o castigo tinha mais a ver com a responsabilidade de não cometer o mesmo erro (bombar de ano) do que com alguma ameaça e/ou proibição ligada ao skate. Minha mãe era muito perspicaz conosco. Meu irmão, minha irmã e eu tivemos muita sorte de ter vindo pra esse planeta sob a tutela da Dona Beth (e do Seu Toninho).

Muitas mães e pais não apoiam que seus filhos andem ou se relacionem com o skate, qual mensagem você deixaria para os jovens que sofrem com essa situação?

O maior presente que os pais podem dar aos filhos é esse suporte incondicional para que o filho se sinta bem com as decisões que toma, descubra seus limites e esteja confortável com a verdade de sua existência. Meus pais nunca disseram o que eu poderia ou não fazer baseado na cor da minha pele, meu nível social, meu sobrenome, meu endereço… A gente está aqui pra ser feliz. Eu aprendi isso com eles.

Quando a minha filha nasceu, meu pai perguntou como seria se ela trancasse a matrícula na faculdade e fosse morar nos EUA, aos 19 anos. Eu sorri e disse que, provavelmente, por bom senso, teria que fazer a mesma coisa que ele fez.

Bombar de ano sempre é muito árduo, só quem passou por isso sabe o quão frustrante é ver seus amigos indo pra frente e você ficando pra trás. Você se manteve amigo da rapaziada que passou de ano, ou foi inevitável o distanciamento?

Acabei me distanciando. Só um dos amigos da classe, Guido, manteve contato.

De qual forma você enxerga essa fase da sua vida que rolou esse perrengue escolar?

Acho que foi o ano da minha adolescência em que mais cresci.

Junto com esse projeto você soltou uma MixTape, ela foi especialmente gravada para esse projeto ou você pegou algumas coisas que você já tinha no esquema para soltar?

Só duas faixas foram gravadas para o projeto. As outras faixas são raridades que encontrei num HD de backup, versões não lançadas de músicas de Magus Operandi e A Autoridade da Razão.

Lei da rua? Qual a principal delas?

Preste atenção no que os olhos das pessoas falam.

“Sublime como a dor de envelhecer” Explica pra gente essa frase, queríamos saber sua visão.

Você sabe que está indo embora, mas não pensa muito no assunto.

Deixe uma mensagem para o mundo:

Honrar pai e mãe!

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